14 de out. de 2009

Cidade nova


Mudar de vida exige muito empenho.
A parte legal de se fazer isso, é o conhecimento.
Quando sai da cidadezinha do interior e me mudei pra capital foi a experiência mais alucinante que já tive (até hoje). Pois cheguei na nova cidade logo na famosa travessa da Ipiranga com a São João, o bar Brahma, o centro velho... Lugar magnífico, mas foi um pouco mais a cima que a verdadeira aventura começou. A rua Augusta... Ei lugar infernal, lugar onde é o inferno (boate maneira). Tive a infelicidade de morar a poucas quadras da famosa rua, e mais infeliz ainda em cruzá-la todos os dias pra ir e voltar do trabalho.

Não demorou para que o caminho da volta fica-se cada vez mais curto, diminuiu a metade. Era tão frequente acontecer isso, que geralmente dormia apenas dentro do ônibus, no caminho de ida e volta que o fretado fazia em uma hora e meia, tempo suficiente pra mais um dia na farra.

Até que um dia o corpo não aguentou e cedeu à doença, foi uma amigdalite daquelas, que me deixou de cama uma semana, foi o recorde de falta de banho e escovar os dentes.
Um dia resolvi ir ao hospital, sai na rua as 5 da manhã e perguntei onde era o mais próximo, me indicaram a santa casa e lá foi eu com muita dor, chegando lá deparei com uma fila enorme que resolvi não encarar, voltei pra casa, tomei logo quatro anti-inflamatórios de uma vez e voltei a dormir.

Só a noite apareceu uma amiga de carro que vendo o meu estado, quis me levar ao hospital, aceitei, o que não imaginava é que teria que empurrar o carro pra chegar até lá e depois pra voltar mesmo após a injeção dolorida de bezetacil, mas valeu, pois sarei e a Dra era gatinha.

Aprendi a lição, agora tomo mais vitaminas... hAUhAUhuA

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