30 de ago. de 2010

DIFERENÇAS ENTRE PRESÍDIO E TRABALHO.....

PRESÍDIO
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.
TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
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PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.
TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
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PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.
TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
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PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.
TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
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PRESÍDIO
Você assiste TV e joga baralho, bola, dama...
TRABALHO
Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa.
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PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.
TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.
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PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.
TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
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PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos...
TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
Diretor, Chefe...

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PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.
TRABALHO
Ah, se te pegarem...
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TEMPO DE PENA
No presídio, eles saem em 15 anos.
No trabalho você tem que cumprir 35
anos, e não adianta ter bom comportamento...

11 de ago. de 2010

Boteco


Quem freqüenta, tem história pra contar.
Muita gente não entende a essencia do boteco, sempre cheio de gritos e palavrões, às vezes com petiscos ruins em sua maioria, mas pra botequeiro não há impecilhos.
Podem pensar que a cerveja sempre gelada é o chamariz, ou até mesmo aquela branquinha (cachaça), mas não, o grande atrativo do boneco é outro! É a troca de idéias, são as piadas, a curtição, é a igualdade... Pois num boteco entra rico, entra pobre, entra mulher, entra homem, entra preto, entra branco, até uns vira-latas aparecem as vezes passando nos pés por baixo das mesas.
Bem, não existe uma definição melhor pra boteco, do que “conhecimento”.
É num papo de bar que surgem idéias, longos papos, paquera, filosofias de vida e mesmo todo mundo sabendo que não se discute política, futebol e religião, esses papos também estão lá.
Num boteco se criam frases de efeito, mesmo que elas não digam nada, por exemplo a frase dita a mim por um pescador já mais pra lá do que pra cá em um bar numa praia do ceará:
"-Porque convivencia, é convivencia e o importante é importante."
A frase não precisa dizer muita coisa, é só um sinal de amizade botequeira.

Se o lugar não fosse bom, ninguém teria inventado a saideira, que é apenas uma uma forma de continuar o papo, o problema é que a saideira não tem fim, uma saideira não obrigatoriamente tem que ser a ultima cerveja da noite, mas não se pode deixar o boteco sem pedi-la. Como a saideira muitas vezes não para mais de ser pedida, teve que se criar a derradeira, que é uma espécie de ultima saideira e ponto final, pra pedir outra cerveja depois desta, tem que fechar mesmo a conta e abrir uma nova.
Num bar se criaram crenças e rituais, como o brinde... O brinde é muito importante, e quem não o respeita é praguejado na mesa. Um brinde no boteco deve ser feito por todos ao mesmo tempo, e não se esqueça de dar um gole antes de voltar o copo à mesa.

Coisa de butecão mesmo!!!

“ - Oh Zé, me vê um kibe!
  - Que quibe o que...isso é uma coxinha de frango.
  - Então toca os mosquitos ai Zé e manda essa coxinha pra cá!”

Petiscos! O segredo pra se manter uma noite de bebedeira e não ver o teto girar, quem acompanha os goles com um bom petisco no maximo apenas tropeça na prorpia sombra.
Os melhores petiscos de bar são os tradicionais e mais simples, petiscos muito elaborados acabam atrapalhando o desempenho de um bar, como por exemplo o processo de gelar a cerveja.

Butecão de interior.
Amendoim é o básico dos básicos. Todo boteco deve ter amendoim.
O salame é o todo poderoso acompanhamento, está presente na tabua de frios com azeitona, queijos e presunto, as vezes uma mortadelinha.
Até agora nada complexo, fácil e qualquer idiota consegue fazer sem receber reclamações.
Pasteis, fritas e salgadinhos vem em segundo plano, e dão uma incrementada saborosa e substancial nos petiscos. Acompanhando logo atrás, estão o frango à passarinho, o peixinho frito...etc.
Sem esquecer o grande sacaneado do boteco, as conservas.
Salsicha, ovo cozido, picles... Geralmente ficam no balcão, parecem meio esquecidos, largados, se não fosse o grande detalhe: O balcão!
O balcão é o espaço mais democrático e gostoso do bar.
No balcão você chega sozinho e faz amizade, no balcão não tem assunto reservado, um se mete na conversa do outro sem medo e sem problema algum. Definitivamente, o balcão é o grande altar do boteco.
O grande problema do boteco é evitá-lo... Pois onde quer que você vá, sempre vai haver um boteco à espreita, com aquela geladinha esperando pra ser aberta.


Não adianta falar que vai abandonar o bar...pois tem aquele refrão:
“Larguei a vida de bebedeira... Mas alguém me convida pra dar um gole, e pra quem é chegado, negar não é mole!
Só uma cervejinha...Uma chama a outra, ai já viu...”
 E se está pensando em largar só morto, também não tem problema, pois já pensaram nisso também.

10 de ago. de 2010

Coisa de velho aqui não.

Dias atrás tivemos uma crise antecipada de velhice, minha namorada e eu.
Era um dia frio, realmente da muita preguiça de fazer qualquer coisa num dia como aquele, mesmo assim resolvemos ir a um lugar próximo à paulista que faz umas sopas muito boas com massa folhada por cima.

E lá estávamos tomando uma sopinha quente, depois demos aquela caminhada até em casa enfrentando o vento gelado que parecia cortar nossos rostos como laminas de aço.
Chegando em casa corremos pra debaixo das cobertas devidamente empijamados* e tal.
Foi quando minutos depois tivemos uma epifania e veio a exclamação:
- Puta coisa de velho essa nossa noite!!Vamos tomar uma cerveja!
Concordamos, e em dois minutos já tínhamos espichado da cama e colocado novamente as roupas já com a chave da porta na mão.
Descemos até uma pizzaria no pé do prédio e fomos logo pedindo uma cerveja gelada e uma dose de “Salinas” (cachaça mineira envelhecida em barris de balsamo) pra esquentar, e assim foi, conversando e bebendo durante a noite que já não parecia mais tão fria - e que esquentou ainda mais
O fato marcante desta noite para nós, não tenho coragem de contar com detalhes, mas envolve um quartinho de “bagunça” trancado e alguém querendo passar roupa logo lá, xingando porque a porta estava trancada, sem imaginar o que acontecia lá dentro.
A noite terminou com crise de risos e um recado pra velhice: pode até chegar, mas não terá força pra vencer quem tem alegria e força de vontade.

Empijamados: Vestidos com pijamas, ou uma roupa velha de dormir como é o caso, porque pijama é coisa de velho.