20 de mai. de 2013

Cerveja boa é cerveja bebida #4

Depois de um tempo sem posts novos, cá estamos com mais dicas de cervejas degustadas, apesar do blog estar meio devagar, o degustador não parou e com muito esforço e dedicação foi em busca dos melhores sabores para relatar aos leitores.
Neste período achamos cervejas ótimas, e muito elaboradas, bem, vamos lá antes que dê sede e este pobre mortal tenha que parar a publicação para molhar a garganta.


Delirium Nocturnum 
Tipo: Dark Strong Ale.
Pais: Bélgica.
Preço médio: R$ 60,00 - 750ml.
Descrição: A Delirium Nocturnum é uma cerveja escura, encorpada, triplamente fermentada sendo que a última fermentação ocorre na própria garrafa.
Agrada muito ao paladar sendo minha preferida da familia delirium.
Em sua fabricação são utilizados cinco maltes e três tipos de leveduras. Seu aroma é adocicado e o sabor é complexo, com nuances de passas, chocolate e semente de erva-doce.
Trata-se de uma cerveja gourmet, com graduação alcoólica de 9% acompanha bem carnes vermelhas. Encontrada em uma bela garrafa de 350ml ou 750ml.





Delirium Christmas 
Tipo: Belgian Speciality Ale.
Pais: Bélgica.
Preço médio: R$ 60,00 - 750ml.
Descrição: Sazonal que nasceu em 2000, e é fabricada apenas para o Natal e Ano Novo. Seguindo a tradição de muitas cervejarias belgas, a Christmas vem completar a trilogia de "Delirium". Sua apresentação começa no rótulo, onde o famoso elefantinho cor de rosa, símbolo da marca, está especialmente vestido para a ocasião em sua bela garrafa de 350 ou 750 ml. De cor cobre âmbar escuro, turva e com espuma de boa formação e duração, essa cerveja tri fermentada tem ainda impressionantes 10% de teor alcoólico. O aroma é frutado frutas cristalizadas), com notas de caramelo e um leve defumado. Sensação agridoce também. Ao primeiro gole, demonstra sua força com um toque tipicamente natalino, equilibrando doçura e amargor. Para o final, guarda o toque apimentado e a presença do álcool, que é perceptível porém bem integrado. Especial para as festas de final de ano, harmoniza muito bem com as sobremesas típicas de natal, como pão de mel, chocotone e bolo de nozes!


Lucifer 
Tipo: Strong Golden Ale.
Pais: Bélgica.
Preço médio: R$ 19,00 - 350ml.
Descrição: Tenho de confessar, as cervejas diabólicas realmente são uma tentação, cerveja clara, de coloração dourada, com um colarinho branco espeço, muito firme e abundante, o que conta pontos para o estilo. De médio corpo e fina carbonatação, com toque cítrico de laranja e maçã, e ao mesmo tempo doce e equilibrado com sensação quente, ao final agradavelmente amargo, noz moscada, retrogosto também quente, de álcool leve e suave amargor, um sabor delicioso e leve mesmo com seus 8% de graduação alcoólica. Lucifer veio na mesma pegada da sua compatriota Duvel, que tem uma bela história já contada neste blog, porém em meu conceito o aprendiz, neste caso, superou o antecessor, ao menos em minha modesta opinião, por ser uma cerveja que agrada muito, é mais leve e pode ser bebida em maior quantidade. Encontrada em garrafas de 750ml também.


Coopers Vintage 
Tipo: Strong Golden Ale.
Pais: Austrália.
Preço médio: R$ 17,00 - 350ml.
Descrição: A cerveja Coopers Vintage Ale é produzida com malte especial e passa por um longo tempo de fermentação. É armazenada em barris de carvalho e ao contrario do que estamos acostumados, seu sabor se aprimora com o passar do tempo tornando-se mais interessante e complexa em sabor por até 18 meses. Seu aroma é frutado e percebe-se a presença do lúpulo, devido a dose generosa de lúpulo Saaz utilizado em sua fabricação. Seu sabor também é frutado, com um leve amargor. Combina com queijos e pratos quentes. Contém uma graduação alcoólica de 7,5% em 375ml de cerveja. A cervejaria coopers vem apresentando grandes cervejas, e já coloca a Austrália em destaque pelas suas cervejas.


Oranjeboom 
Tipo: Premium larger.
Pais: Holanda.
Preço médio: R$ 9,00 - 500ml.
Descrição: Uma cerveja muito leve, que já foi considerada a cerveja mais saborosa do mundo (Brewing Industry International Awards - 2002). De coloração clara, dourada e cristalina. Cerveja puro malte, de corpo agradável, bem maltada e com leves toques de maçã e um amargor residual deliciosamente persistente. Graduação alcoólica 5%. Pode ser encontrada em latas de meio litro ou garrafa de 660ml.
Uma cerveja perfeita pra dias quentes ou para momentos que pedem uma bebida mais leve e refrescante.






Lobkowicz
Tipo: Premium larger.
Pais: República Tcheca.
Preço médio: R$ 15,00 - 500ml.
Descrição: O segredo desta cerveja vem de casa. "O mestre cervejeiro da Lobkowicz começa com a água pura a partir de poços artesianos da cervejaria e cevada da bohemia, que é transformada em malte, em sua própria casa malte. Ele fabrica as cervejas em cubas tradicionais de cobre, a adição do lúpulo Saaz aromáticos é feita com as mãos. A Fermentação aberta aprimora o caráter único das cervejas, e o saldo final é arredondado por meses de maturação." O resultado é uma cerveja clara de primeira classe, leve, excelente na sua harmonia de delicado amargor, sabor e riqueza de colarinho. Com graduação Alcoólica: 4,7%.


Hacker-Pschorr
Tipo: Keller e Zwickel ou Keller Bier.
Pais: Alemanhã.
Preço médio: R$ 15,00 - 500ml.
Descrição: Um estilo de cerveja pouco comum, “de sótão” (Keller), pois, antes da invenção da refrigeração se armazenava a cerveja no sótão onde a temperatura não subia durante o verão, não é filtrada (portanto turva) nem pasteurizada, e fica maturando de maneira exposta, sem cobertura, uma cerveja pra macho.  De cor dourado escuro, leve turbidez, espuma branca, densa e com boa duração. Malte, pão, fermento, cítrico, lúpulo em sabor e amargor. Com teor alcoólico de 5,5%, uma larger diferente, bastante saborosa e marcante, acompanha pratos leves, como saladas, aves, peixes, salsichas brancas, queijos suaves e sobremesas.









Trolololo

Assisti em um episódio de Family Guy e não entendi bem no momento, mas depois achei este vídeo e tudo começou a fazer sentido e é lógico, me mijei de rir. 

17 de dez. de 2012

O mundo acabando e a cerveja subindo, que ano terrível

O ano em que cerveja valeu mais que petróleo

A Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) começou o ano disputando com a Vale a posição de segunda maior empresa brasileira de capital aberto. Até que, em março, a ultrapassagem foi feita definitivamente. À frente da Ambev, só a Petrobrás. Mas nem a petroleira resistiu ao avanço da cervejaria, que no mês passado passou, por três dias, o valor de mercado da estatal. Avaliada em R$ 249,9 bilhões (US$ 120,1 bilhões), no dia 28 de novembro, a Ambev superou a colombiana Ecopetrol, tornando-se assim a companhia aberta de maior valor de mercado da América Latina.

Só tomando uma fim do mundo mesmo
Claro que a desvalorização das ações da Petrobrás devido à defasagem nos preços dos combustíveis conta muito. Também tem influência a desaceleração da economia colombiana, que afetou a Ecopetrol. Mas ninguém nega que a Ambev tem potencial para ser uma das maiores empresas da Bolsa. "A Ambev tem fixação por corte e controle de custos. É administrada por pessoas que têm mentalidade de banco. Tem um sistema agressivo de incentivo baseado em entrega de resultados. Nada disso é novidade. Mas o problema é que as outras companhias abertas não são assim", diz o analista Gabriel Vaz de Lima, do Barclays Capital.

Somam-se a essa administração espartana condições de mercado favoráveis à companhia. "Com o cerco da Receita Federal, o setor se formalizou e a guerra de preços com outras cervejarias ficou mais amena", diz Lima. Agora, segundo ele, a variação entre o preço mais alto e o mais baixo para um mesmo tipo de cerveja é menor do que há dez anos, por exemplo. Isso acaba beneficiando a Ambev, que pode trabalhar com margens maiores. "A Ambev consegue, sem problemas, repassar a inflação para o preço da cerveja", explica a analista Catarina Pedrosa, do Banco Espírito Santo.

Nesse cenário, há ainda a liderança de mercado da Ambev, com uma participação que varia entre 65% e 70% - que se explica principalmente por sua distribuição. A empresa está geograficamente em todo País com uma rede de distribuição que é quase o dobro das concorrentes. A Ambev chega a aproximadamente 1 milhão de pontos de venda enquanto suas rivais não alcançam mais de 500 mil.

Graças a esses fatores, a companhia acaba, para muitos investidores, se tornando um porto seguro, principalmente em momentos de crise. É por isso que a empresa, que em 2009 tinha uma valor de mercado de R$ 98,3 bilhões, hoje está avaliada em R$ 271,07 bilhões (conforme pregão de sexta-feira). Entre as cervejarias globais, a empresa só perde, em valor de mercado, para a Anheuser-Busch Inbev, sua controladora.

Analistas arriscam dizer que, em 2013, a Ambev continuará a se valorizar. Uma reestruturação acionária, anunciada há dez dias, trará novos investidores que hoje não podem aplicar na empresa. A companhia transformará todas as suas ações preferenciais em ordinárias - e há grandes fundos de investimentos que, por mandato, só podem investir em empresas que têm 100% de ações ordinárias.

Fonte: Estadão

17 de set. de 2012

Cerveja boa é cerveja bebida #3

Olá companheiros apreciadores do néctar dourado, bem uma este post será dedica à cerveja Baden-Baden, fizemos uma visita à micro-fabrica artesanal da cerveja em Campos do Jordão e provamos direto na fonte a cerveja que se orgulha de ser totalmente artesanal.
De fato, a fabrica é muito pequena, e a produção é de um tipo de cerveja por vez, mas quem disse que precisa ser gigante pra agradar.
Hoje mesmo no domínio do grupo da Schincariol, a fabrica continua no mesmo processo artesanal de sua fundação.

Baden Baden Red Ale 
Tipo: Red Ale.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 12,00 à 19,00.
Descrição: Minha preferida, é forte, marcante e persistente, é uma cerveja densa, encorpada e cremosa, de coloração bem avermelhada, um bom acompanhamento para carnes vermelhas e de porco, linguiças com ervas ou queijo.
Teor alcoólico de 9.2%  em uma garrafa de 600ml.
Seu sabor quando servida entre 4° e 7° fica ainda mais marcante.







Baden Baden 1999 
Tipo: Bitter Ale.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 10,00 à 17,00.
Descrição: Lançada pra homenagear o ano de criação da fabrica, uma cerveja sensacional , à primeira vista já surpreende com uma espuma vistosa e cremosa, de ótima aparência e coloração, com grande. Sua coloração âmbar é pautada por uma claridade normal e densidade fina, consistência rala essa que talvez seja a sua maior ‘falta’. Teor alcoólico agradavelmente de 5.2% em uma garrafa de 600ml.
Os aromas são variados, englobando notas de melado, citrus (puxando para a laranja), vinho do porto ruby e álcool. Alguns deles se destacam mais no final, quando a cerveja já apresenta temperatura mais amena.
No paladar, a primeira impressão é um misto de amargor e doçura leves, nota-se algumas notas marcantes de cevada. Seu final apresenta forte amargor, sensação metálica e perdura por um longo tempo no palato, como toda bitter ale de respeito.
Baden Baden Stout 
Tipo: Extra Stout.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 12,00 à 18,00.
Descrição: Premiada cerveja da fabrica, um creme dourado e consistente, com sabor que vai do amargo ao doce. Essa é a marca da registrada deste tipo de cerveja.
De origem irlandesa, a receita da Baden Baden Stout leva grãos tostados de cevada, o que lhe confere uma forte personalidade e cor extra-escura. Deve ser deixada pro final da degustação.
Teor alcoólico de 7.5% em uma garrafa de 600ml.


Baden Baden Tripel 
Tipo: Tripel.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 140,00.
Descrição: Esta não experimentei por dois motivos, preço e porque não está em linha de produção, mas principalmente pelo preço, mesmo assim achei legal citá-la aqui, pois trata-se de uma tripel nacional, coisa muito rara de se encontrar. A fabrica estava vendendo sua garrafa negra vazia com detalhes em dourado por R$50.
O teor alcoólico dessa cerveja é de 14% devido à tripla filtragem de toda impureza.
Contém uma grande quantidade de malte em sua receita, Cerveja dourada e de espuma bem persistente, quem sabe um dia terei o prazer e a coragem de experimenta-lá.


Baden Baden Cristal
Tipo: Pilsen - Standard American Lager.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 10,00 à 14,00.
Descrição: Cerveja muito leve, uma verdadeira pilsen, muito leve, dourada e de aroma frutado, utiliza em sua receita lúpulo tcheco, é saborosa e refrescante.
Uma receita exclusiva produzida com a puríssima água das montanhas de Campos do Jordão, malte de cevada e lúpulo especialmente selecionados. Como o próprio nome diz, é preciosa como um cristal.
Teor alcoólico de 5% em uma garrafa de 600ml.
Recomendo que se comece por ela quando for degustar mais de uma (sempre comece das mais claras pras mais escuras).

Baden Baden Golden
Tipo: Ale.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 12,00 à 18,00.
Descrição: Cerveja gourmet, recebeu muitos prêmios, e como o nome diz, é ouro! Não só pela cor, mas também pelo sabor. Esta cerveja do tipo Ale é diferenciada, encorpada e tem sabor levemente adocicado com canela e outras especiárias.
Seu corpo sensual e o aroma frutado lembram especiarias, sendo muito apreciada por sua combinação única. Sua marcante cor ouro vermelho é resultado das inconfundíveis propriedades dos grãos de malte de cevada especialmente selecionados.
Teor alcoólico de 4.5% em uma garrafa de 600ml.
Acompanhamento ideal com carnes brancas e massas.


Baden Baden Weiss
Tipo: Wess - Trigo.
Pais: Brasil - Campos do Jordão.
Preço médio: R$ 10,00 à 15,00.
Descrição: Uma cerveja tipo Weiss, típica do sul da Alemanha com grãos de malte de cevada e trigo de alta fermentação. Turva, por não ser filtrada, refrescante e com notas de cravo e banana.
Espuma densa e duradoura, coloração dourada e opaca, aroma com banana, pão e cravo. No paladar, banana, malte, leve picante, leve acidez, cremosa, intensa carbonatação e final com leve doce.

Teor alcoólico de 5.2% em uma garrafa de 600ml.
Ao servir esta cerveja, deixe dois dedos de liquido no fundo, dê uma leve rodada e complete o copo, para aproveitar os resíduos que ficam dos cereais não filtrados.




10 de set. de 2012

CHEGA DE MIOJO

HOMENS PRECISAM DE CERVEJA E COMIDA DE VERDADE.
E SE LIMPAR É O PROBLEMA...
FIM DOS PROBLEMAS!

23 de ago. de 2012

Cerveja X Chope: gêmeos não idênticos.

Como irmãos gêmeos, o chope e a cerveja possuem aparências bastante semelhantes, mas suas “personalidades” são um tanto quanto diferentes. E, claro, o DNA não é necessariamente o mesmo. Aqui no Brasil há a tendência de se generalizar quase tudo, independentemente da área de atuação. Dentro do ramo das bebidas não poderia ser diferente. É por este motivo que os conceitos desses líquidos fermentados que são ligados pela raiz, mas diferentes entre si, acabam se misturando.
Então qual a diferença?
O fator destoante entre as bebidas se resume a uma única palavra: pausterização (tratamento térmico baseado nas etapas de esfriamento e aquecimento para eliminar os microorganismos deteriorantes). Em linhas gerais, o chope não é pasteurizado, enquanto a cerveja passa pelo procedimento.
E o que isso implica na prática? Bem, ao tornar a breja mais estéril em relação aos microorganismos existentes na sua composição, a pausterização permite que a bebida tenha um prazo de validade mais estendido.

Enquanto cervejas fechadas têm vida útil de seis meses, o chope (no barril) – que não é pasteurizado – demora em média 10 dias para azedar. Isso, porém, não é regra. É possível prolongar este prazo de diversas formas como, por exemplo, pelo processo de microfiltração que aumenta a validade da bebida. Outro ponto que merece atenção refere-se aos estilos: quanto mais fortes e alcoólicos eles forem, mais aguentam. É por isso que não é difícil ver no Brasil bons exemplos de chope estrangeiro, mesmo após dias de transporte e viagem.
Neste caso pode-se dizer que o chope é a cerveja acondicionada em barris, ou seja, uma draft beer (cerveja sob pressão). O procedimento inverso de comparação também funciona: a cerveja – engarrafada ou enlatada – nada mais é do que um chope pasteurizado, para que sejam garantidas as características de estabilidade e durabilidade.

Ainda que seja óbvio, é importante dizer que algumas cervejas (justamente para conseguirem “sobreviver” mais tempo) recebem o acréscimo de conservantes, antioxidantes e estabilizantes. Outro diferencial relaciona-se ao processo de fermentação. Nos chopes, o gás carbônico surge naturalmente, mas eles também contam com uma adição externa para que possam ser extraídos do barril. Já as cervejas não recebem gás carbônico adicional, sendo seu surgimento vinculado à fermentação, mais precisamente após o envasamento
Então a cerveja que conhecemos é relativamente recente?
Isso mesmo! As cervejas mais presentes em nosso imaginário só começaram a ser fabricadas em 1876, ano em que foi inventada a pasteurização. Portanto, quando se fala que a cerveja é a bebida alcóolica mais antiga do mundo, há uma especificação direta ao chope, que surgiu há cerca de seis mil anos. Aliás, a palavra “chope” (ou chopp) deriva do termo alemão “schopp”, que significa uma medida equivalente a 300 ml.

A microfiltração e até mesmo um processo chamado flash pasteurização permitem o envasamento da draft beer em garrafas de consumo quotidiano. Portanto, cai por terra a generalização que diz que cerveja é o líquido que vem na garrafa e chope é a bebida servida/tirada na hora.

De qualquer forma é importante salientar que o chope, por suas características mais imediatistas, pede por cuidados especiais. Por exemplo: de nada adianta um produto muito bom, se o bar não possui a assepsia correta em suas tubulações e bicos de chope. 

Diferentemente da cerveja, que sai da garrafa para o copo, o chope depende de alguns outros fatores que, se ignorados, podem causar a sensação de produto estragado.

Uma coisa é certa, após toda essa leitura sobre cerveja e chopp, deu uma sede...então vamos agora tirar a prova na pratica. 

SAÚDE!!!

13 de jul. de 2012

Cervejas, seus tipos... Nossos sabores.


Nos últimos anos a oferta de cervejas especiais tem lotado gôndolas de supermercadosSão vários os fatores a serem levados em conta na hora de categorizar a bebida. Critérios como cor, ingredientes, método de produção, origem e teor alcoólico podem balizar a ordenação, produzindo resultados distintos. e geladeiras dos bares. Isso é, sem dúvida, um fato a ser celebrado pelos apreciadores da bebida. Ao mesmo tempo, faz surgir uma série de dúvidas e questionamentos a respeito das características, modos de produção e categorias da bebida, animando ainda mais as acaloradas discussões nas mesas de bar.

Quanto a classificação das cervejas em seu processo de fermentação, de acordo com a enciclopédia “Larousse da Ceveja”, de Ronaldo Morado, a primeira classificação amplamente aceita foi feita em 1977 pelo jornalista inglês Michael Jackson, no livro “The world guide to beer”, considerado a bíblia da cerveja. A partir de então, convencionou-se agrupar a bebida de acordo com o processo de fermentação utilizada em sua produção.

Por este critério, existem basicamente três grandes grupos: as cervejas de alta fermentação (ou fermentação de superfície), chamadas de Ale, as de baixa fermentação (ou fermentação de fundo), denominadas Lager (conhecidas popularmente no Brasil como pilsen) e as de fermentação espontânea, que atendem pelo nome de Geuze ou Lambic.

A fermentação é, basicamente, o processo químico pelo qual, através da ação da levedura, os açúcares presentes no malte e outros cerais que podem ser utilizados na fabricação da cerveja são transformados em dióxido de carbono (CO2) e etanol.

O uso dos diferentes tipos de levedura define qual será o estilo da cerveja. As cervejas do tipo Ale são produzidas com leveduras de alta fermentação, que flutuam na superfície do líquido e são melhor processadas em altas temperaturas. Já a levedura utilizada para produção das cevejas Lager são fermentadas em baixas temperaturas e no fundo dos barris. E as cervejas do tipo Geuze ou Lambic não levam levedura em sua receita. A fermentação ocorre no contato do mosto com os micro-organismos naturalmente presentes no ar.

Em 1985, a Beer Judge Certification Program Inc, sediada no Colorado (EUA), reuniu dezenas de mestres cervejeiros e cervejólogos para desenvolver um Guia de Estilos, adotado praticamente em todo o mundo. Esta classificação manteve os três grandes grupos, que se ramificam em uma série de variações.

As categorias estabelecidas foram: Litght Lager, Pilsner, Dark Lager, Bock, Light Hybrid Beer, Amber Hybrid Beer, English Pale Ale, Scotish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, India Pale Ale, German Wheat & Rye Beer, Belgian & French Ale, Sour Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale, Fruit Beer e Smoke-Flavored & Wood-Aged Beer.
Mesa de degustação dos sonhos
Ainda assim esta é apenas a ponta do iceberg. Estas categorias ainda se subdividem em diversos subestilos. Na verdade, todas essas nomenclaturas foram criadas para definir parâmetros e auxiliar jurados e competidores nos concursos de cerveja realizados em todo mundo, acrescentando muito pouco ao amante leigo da bebida. Claro que o conhecimento destas categorias sempre ajuda na hora de escolher o estilo que mais se adequa a uma ocasião específica, mas o conhecimento empírico e o prazer em descobrir um novo estilo de cerveja, desfrutado em boa companhia, são inigualáveis.